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- 26-05-2026 Pessoas, cultura e mudança no centro do Congresso AP
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A transformação da Administração Pública não se faz apenas com novos modelos, sistemas ou processos. Faz-se, acima de tudo, com pessoas: com as suas competências, a sua capacidade de aprender, a sua motivação para servir e a sua vontade de criar impacto.
Foi esta a ideia que marcou o primeiro dia do 14.º Congresso Nacional da Administração Pública, realizado nos dias 21 e 22 de maio, no Centro de Congressos de Lisboa, numa iniciativa do INA, em parceria com a DGAEP, o PLANAPP e a ARTE.
A DGAEP participou ativamente neste momento de reflexão, colocando no centro do debate um tema que é hoje incontornável: como tornar a Administração Pública mais atrativa, mais preparada e mais capaz de responder aos desafios do futuro através de uma gestão de pessoas mais estratégica.
A sessão de abertura, dedicada ao tema "Pessoas, Cultura e Transformação", juntou a Secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido, e o Associate Dean & CEO da Nova SBE Executive Educatio Pedro Brito, num diálogo sobre cultura, mudança e o papel das pessoas na construção de uma Administração Pública com maior capacidade de resposta, adaptação e impacto.
A moderação esteve a cargo de José Pedro Cobra, jurista e especialista em comunicação institucional, que conduziu também o painel seguinte, com contributos da Presidente da Direção Nacional da Associação Portuguesa de Gestão das Pessoas, Generosa Nascimento, da Diretora-Geral da Autoridade Tributária, Helena Alves Borges, e do Comandante Executivo da Magma Studio, Miguel Gonçalves.
Foram olhares diferentes, vindos de contextos distintos, mas unidos por uma mesma convicção: as organizações transformam-se quando conseguem envolver as pessoas, reconhecer o seu valor e criar condições para que possam dar o seu melhor.
Durante a tarde, a sessão experimental "Gestão de Pessoas, Um Olhar para o Futuro" trouxe uma abordagem mais prática e prospetiva aos desafios da gestão de pessoas na Administração Pública.
Susana Almeida Lopes, CEO da SHL e docente do ISEG, destacou a importância da gestão de competências e da adequação entre as pessoas e as funções que desempenham. Porque quando as competências certas encontram o contexto certo, ganha a pessoa, ganha a organização e ganha o serviço público.
Seguiu-se Ricardo Costa, professor do ISEG Executive Education, com uma reflexão sobre um novo paradigma de liderança: mais orientado por evidências, mais mobilizador pelo exemplo e mais focado na execução. Uma liderança capaz de decidir melhor, envolver mais e transformar com consequência.
A sessão terminou com a intervenção de Manuela Faria, Presidente da ADSE, que apresentou as principais mais-valias deste subsistema de saúde da Administração Pública e a sua visão para o futuro, marcada por uma aposta mais forte na prevenção, na sustentabilidade e no bem-estar.
Mais do que um conjunto de intervenções, este primeiro dia foi um convite a olhar para a Administração Pública a partir do seu maior ativo: as pessoas.
A DGAEP agradece a todos os oradores e moderadores a disponibilidade, a generosidade e a qualidade das intervenções. É particularmente inspirador ouvir profissionais que falam com conhecimento, experiência e paixão pelo que fazem. Profissionais que não trazem apenas conceitos, mas também convicção, energia e compromisso com a transformação.
Ficou claro que o futuro da Administração Pública exige competências, liderança, bem-estar e capacidade de adaptação. Mas exige, sobretudo, uma gestão de pessoas mais estratégica, mais próxima e mais intencional.
Porque uma Administração Pública mais resiliente, inovadora e orientada para a criação de valor começa sempre no mesmo lugar: nas pessoas que a constroem todos os dias.


- 26-05-2026 Talento na AP: DGAEP ouve estudantes da FLUL
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Foi com entusiasmo que, no dia 6 de maio, a Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) promoveu um focus group com estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), no âmbito de um projeto em desenvolvimento orientado para o reforço da captação e da gestão estratégica de talento na Administração Pública.
Num tempo em que a Administração Pública é chamada a responder a desafios cada vez mais exigentes, esta iniciativa representa mais do que um momento de auscultação: representa um convite à participação ativa das novas gerações na construção do serviço público do futuro.
A transformação da Administração Pública constrói-se com Pessoas. Com a experiência de quem todos os dias faz acontecer. Com o conhecimento acumulado nas organizações públicas. E também com a energia, a visão e as expectativas de quem quer começar a contribuir para o país.
Durante a sessão, os estudantes da FLUL partilharam ideias, perceções e motivações sobre o que procuram numa carreira com propósito.
Para dar corpo a este percurso de rejuvenescimento, estão a ser desenhados três programas de ingresso na Administração Pública, pensados para criar diferentes pontos de entrada, ajustados aos vários momentos do percurso académico e profissional.
Estes programas pretendem aproximar os jovens do serviço público, promover experiências práticas, facilitar uma integração progressiva e mostrar que uma carreira na Administração Pública pode ser uma oportunidade de aprendizagem, realização e transformação.
A apresentação dos programas despertou interesse e expectativa entre os estudantes presentes, que quiseram conhecer melhor as oportunidades que poderão vir a ser disponibilizadas e a forma como poderão participar neste novo caminho.
Com esta iniciativa, a DGAEP reforça o seu compromisso com uma Administração Pública mais próxima, mais preparada e mais orientada para as Pessoas. Uma Administração Pública que valoriza o talento, escuta novas perspetivas e reconhece que o futuro se constrói somando experiência, conhecimento, energia e vontade de fazer a diferença.
Porque servir o país também é transformar.
E transformar começa por ouvir.
- 25-05-2026 DGAEP lança vídeo sobre atração e retenção de talento na AP
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As pessoas que, todos os dias, contribuem para o crescimento do país, através do trabalho que desenvolvem nos vários organismos públicos, são o rosto e a inspiração do vídeo sobre a Administração Pública apresentado, no dia 22 de maio, no âmbito do 14.º Congresso Nacional da Administração Pública.
Promovido pela DGAEP, este vídeo convida-nos a olhar para os principais desafios e responsabilidades da Administração Pública com uma nova perspetiva, num processo de transformação que reforça a importância de juntar a experiência de quem já está a fazer a diferença com a energia de quem quer começar.
A todas as pessoas que, de forma generosa e entusiasta, se disponibilizaram para dar o seu testemunho, a DGAEP dirige um agradecimento muito especial.
Convidamos a assistir ao vídeo aqui.
- 22-05-2026 Congresso da AP | Abertura: Transformação deve centrar-se nas pessoas
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A realização de uma reforma da Administração Pública centrada nas pessoas e a necessidade de reforçar a capacidade de atração e retenção de trabalhadores foram dois dos temas em destaque na sessão de abertura do 14.º Congresso Nacional da Administração Pública.
Considerando que este momento de partilha e reflexão é mais uma oportunidade para definir o rumo a seguir e repensar profundamente o modelo de funcionamento da AP, o Diretor-Geral da DGAEP defendeu que o processo de transformação que está em curso deve assentar nas pessoas.
“Não há reforma da Administração Pública que resista se não for apropriada às pessoas que a executam e às que beneficiam dela”, referiu Bruno Santos.
Na sua opinião, “as pessoas são o verdadeiro capital da transformação: são elas que lideram, decidem, atendem, desenham políticas, implementam sistemas e resolvem problemas concretos”, acrescentou.
Também a Secretária de Estado da Administração Pública, salientou que a reforma do Estado não se esgota nas suas dimensões orçamentais, organizacionais ou tecnológicas, sublinhando que “a verdadeira reforma assenta na qualidade da relação do Estado com quem serve: cidadãos e empresas”.
Apontando a gestão de pessoas como prioridade estratégica para uma Administração Pública mais moderna, eficiente e próxima, Marisa Garrido destacou a importância de “reforçar a atratividade e a retenção de trabalhadores e dirigentes, através da valorização das suas competências, da melhoria da experiência profissional e da oferta de percursos diversificados”.
Focando-se nos atuais desafios da AP, também o Diretor-Geral da DGAEP destacou a atratividade de talento como um dos temas centrais. “Precisamos de saber comunicar às novas gerações o que somos, o que fazemos e o impacto do nosso trabalho”, referiu.
“A Administração Pública deve afirmar-se como um espaço de diversidade de missões, estabilidade e contribuição para o bem comum, mas importa questionar se isso, por si só, é suficiente”, acrescentou Bruno Santos.
A transição digital foi outro dos temas abordados, sendo defendido pelo Diretor-Geral da DGAEP que “a articulação entre pessoas, processos e tecnologia será determinante para o futuro”. Neste âmbito, foi destacado que “a tecnologia, incluindo a inteligência artificial, é uma ferramenta essencial, mas nunca substituirá o discernimento, a liderança e a capacidade humana de decisão”.
Por sua vez, a Secretária de Estado sublinhou que “digitalizar processos ineficientes não resolve problemas, apenas os torna mais rápidos e, por vezes, mais dispendiosos” e, nesse sentido, a aposta passa por “simplificar e transformar, garantindo maior eficiência, agilidade e melhor serviço aos cidadãos.”
Marisa Garrido realçou ainda que a tecnologia “deve estar ao serviço das pessoas, libertando-as para funções de maior valor acrescentado, funções que exigem responsabilidade, criatividade e empatia”.
A sessão de abertura do evento, que decorreu no Centro de Congressos de Lisboa, nos dias 21 e 22 de maio, contou também com as intervenções dos restantes representantes da parceria organizadora, nomeadamente: Luísa Neto, Presidente do Conselho Diretivo do INA, Manuel Dias, Presidente da ARTE, e Pedro Saraiva, Diretor do PLANAPP.

Bruno Santos, Diretor-Geral da DGAEP, na sessão de abertura do Congresso
- 15-05-2026 Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP) – 1.º Trimestre de 2026
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A SIEP é uma publicação trimestral de divulgação dos principais indicadores estatísticos sobre emprego público.
Nesta edição da SIEP divulgam-se os dados de emprego e remunerações recolhidos através do Sistema de Informação da Organização do Estado (SIOE) para o setor das Administrações Públicas, com referência ao 1.º trimestre de 2026. É igualmente disponibilizado um capítulo de indicadores estatísticos de síntese sobre emprego e remunerações no universo das empresas públicas, demais pessoas coletivas públicas e outras entidades públicas que compõem os subsetores das sociedades não financeiras e financeiras do setor público.
1. EMPREGO
A 31 de março de 2026, o emprego no setor das administrações públicas situou-se em 767 094 postos de trabalho, o que corresponde a um aumento homólogo de 1,1% (+8 058 postos de trabalho) e a um acréscimo de 0,6% (+4 816 postos de trabalho) face ao trimestre anterior. Em comparação com 31 de dezembro de 2011, início da série, registou-se um aumento de 39 393 postos de trabalho (+5,4%).
Variação homóloga
Em termos homólogos, o aumento do emprego público resultou sobretudo do crescimento na administração central (+4 790 postos de trabalho) e na administração local (+3 708), enquanto as administrações regionais dos Açores e da Madeira e os fundos de segurança social registaram diminuições. O acréscimo ficou a dever-se principalmente às carreiras de técnico superior (+3 033), das forças armadas (+1 566), de educadores de infância e docentes do ensino básico e secundário (+1 197), de enfermagem (+992) e à carreira médica (+658).
Na administração central, o aumento face ao 1.º trimestre de 2025 (+0,9%) concentrou-se sobretudo nas áreas da Saúde, da Educação, Ciência e Inovação e da Defesa Nacional. Na Saúde, o aumento de 3 533 postos de trabalho refletiu principalmente o reforço das carreiras de enfermagem (+889), assistente operacional (+769), médica (+677) e assistente técnico (+396). Na Educação, Ciência e Inovação, o aumento de 3 117 postos de trabalho verificou-se sobretudo na carreira de educadores de infância e docentes do ensino básico e secundário (+1 298), assistente operacional (+959) e na carreira de docente do ensino universitário (+580). Na Defesa Nacional, o acréscimo de 1 569 postos de trabalho ocorreu quase integralmente nas carreiras das forças armadas (+1 576), em especial entre praças e oficiais.
Na administração local, a variação homóloga positiva (+2,6%) resultou sobretudo do aumento do emprego nos municípios e nas freguesias. Nos municípios, o acréscimo de 2 716 postos de trabalho decorreu principalmente do reforço das carreiras de técnico superior, assistente técnico e assistente operacional (+1 326, +679 e +404, respetivamente). Nas freguesias, o aumento de 672 postos de trabalho ficou a dever-se sobretudo aos representantes do poder legislativo e de órgãos executivos e à carreira de assistente operacional (+311 e +191, respetivamente).
Variação no trimestre
Face ao trimestre anterior, o emprego nas administrações públicas aumentou 4 816 postos de trabalho, impulsionado sobretudo pela administração central (+3 955). Neste subsetor, o acréscimo verificou-se principalmente nos Estabelecimentos de Educação e Ensino Básico e Secundário (+1 511) e nas Entidades Públicas Empresariais do SNS (+1 730).
Para este aumento na administração central contribuíram sobretudo a carreira médica (+1 557 postos de trabalho), a carreira de educadores de infância e docentes do ensino básico e secundário (+1 033), bem como as carreiras da GNR (+589) e das forças armadas (+455).
Na administração local, o aumento trimestral foi de 904 postos de trabalho, destacando-se a carreira de técnico superior (+326) e o acréscimo do número de dirigentes intermédios (+221), que, em conjunto, explicam cerca de 61% do aumento do emprego neste subsetor.
Outros indicadores de emprego
Em 31 de março de 2026, a estrutura do emprego no setor das administrações públicas mantinha-se inalterada face ao trimestre anterior: 74,5% dos trabalhadores encontravam-se em entidades da administração central, 18,8% na administração local, 5,3% na administração regional e 1,3% nos fundos de segurança social.
O emprego nas administrações públicas representava 7,1% da população total (rácio de administração), 13,6% da população ativa e 14,5% da população empregada, refletindo um ténue aumento do peso do emprego público na população ativa e no mercado de trabalho face ao trimestre anterior.
No 1.º trimestre de 2026, o peso dos postos de trabalho nas administrações públicas ocupados por mulheres aumentou ligeiramente, representando 17,3% da população ativa feminina e 18,6% da população empregada feminina do país, face a 17,1% e 18,3%, respetivamente, no trimestre anterior.
No final do 1.º trimestre de 2026, a taxa de feminização nas administrações públicas manteve-se em 62,9%. Com exceção da administração local, onde se situou em 47,5%, todos os subsetores apresentaram taxas superiores à média da população ativa (49,4%). Os fundos de segurança social registaram a taxa mais elevada (82,2%), seguidos da administração regional da Madeira (69,0%), da administração regional dos Açores (66,0%) e da administração central (66,2%).
No trimestre em análise, a taxa de feminização nas administrações públicas foi mais elevada no grupo de pessoal de saúde, exceto médico (83,6%). Seguiram-se os grupos e carreiras de assistente técnico, pessoal docente, pessoal de justiça, técnico superior, magistrados e médicos, todos com taxas superiores à média das administrações públicas (62,9%).
Nos grupos de pessoal bombeiro/polícia municipal, forças armadas e segurança, informática e representantes do poder legislativo e executivo, as mulheres representavam menos de 30% dos trabalhadores.
A 31 de março de 2026, quase dois terços dos trabalhadores das administrações públicas (64,3%) integravam as carreiras gerais - 169,3 mil assistentes operacionais, 92 mil assistentes técnicos e 88,1 mil técnicos superiores - ou a carreira de docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário (143,6 mil). No seu conjunto, as carreiras com maior número de trabalhadores representavam 86,3% do total do emprego nas administrações públicas.
Quanto à distribuição por grandes grupos de atividade económica, a 31 de março de 2026 o emprego nas administrações públicas repartia-se entre Administração pública e defesa; segurança social obrigatória (39,6%), Educação (34,0%), Atividades de saúde humana e ação social (22,8%) e outras atividades (3,6%).
2. REMUNERAÇÕES
Em janeiro de 2026, a remuneração base média mensal dos trabalhadores a tempo completo no setor das administrações públicas situou-se em 1 912,3€, o que corresponde a uma variação trimestral de +1,4%, face a outubro de 2025, e a uma variação homóloga de +5,7%. Esta evolução refletiu, em conjunto, a atualização da retribuição mínima mensal garantida (RMMG) para 920,00€ e da base remuneratória da Administração Pública (BRAP) para 934,99€, bem como a aplicação das medidas de valorização remuneratória aprovadas para os trabalhadores em funções públicas e os efeitos da entrada e saída de trabalhadores com diferentes níveis remuneratórios.
O ganho médio mensal nas administrações públicas foi estimado, para janeiro de 2026, em 2 281,2€, traduzindo uma variação trimestral de +1,1% e uma variação homóloga de +5,2%. Em termos homólogos, esta evolução resultou, neste trimestre, do aumento da remuneração base média mensal e das componentes do ganho, como suplementos regulares e pagamento por horas de trabalho suplementar.