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22-06-2026
Estudo da DGAEP aponta fatores de atração de talento
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Reforçar a capacidade de resposta com talento qualificado,
motivado e alinhado com as exigências do futuro é, atualmente, um dos principais
desafios da Administração Pública. Neste contexto, torna-se essencial
compreender o que as novas gerações mais valorizam no seu percurso
profissional.
Esta é precisamente uma das perguntas às quais procurou
responder o estudo "Atratividade do Empregador Público para os Jovens" (2024)
desenvolvido pela DGAEP com base num questionário aplicado a estudantes
finalistas do ensino superior.
Recuperamos aqui este estudo, dado que, no corrente ano de
2026, temos estado a auscultar presencialmente os jovens em contexto
universitário, no âmbito do projeto de reforço da captação e da gestão
estratégica de talento na Administração Pública.
Voltando ao estudo acima identificado, face às respostas
obtidas, ficou evidenciado que um bom ambiente de trabalho, salários e regalias
justas, a possibilidade de progressão célere na carreira e a conciliação entre
a vida profissional e pessoal são fatores altamente valorizados pelos jovens.
A grande maioria demonstrou igualmente um interesse
significativo em conhecer melhor as condições de trabalho na Administração
Pública (AP), sendo amplamente reconhecida a necessidade de reforçar a
comunicação institucional sobre o trabalho desenvolvido pelo Estado e o seu
impacto.
Em sentido inverso, o estudo
aponta ainda alguns aspetos estruturais que podem contribuir para o afastamento
dos jovens, tais como a escassez de competências ligadas às transições digital
e ecológica ou a morosidade e a rigidez dos processos de recrutamento públicos,
que geram elevadas taxas de desistência entre os candidatos.
A estes fatores acresce uma
perceção social muitas vezes negativa da AP, frequentemente associada à
burocracia, a estruturas hierárquicas inflexíveis e a salários menos
competitivos em comparação com o setor privado.
Em resposta a estes desafios, o
estudo sugere algumas linhas de ação, entre as quais se destacam a promoção de
ambientes de trabalho mais flexíveis e autónomos, a reformulação dos programas
de estágios e a criação de uma estratégia de Employer Branding (marca do
empregador), orientada para uma comunicação mais eficaz junto dos jovens.
O estudo contou com 151 respostas válidas, de estudantes
entre os 20 e os 23 anos, que avaliaram 29 fatores numa escala de 1 a 5 - todos
considerados importantes. Os 10 atributos mais valorizados foram:
Bom Ambiente de Trabalho (4,68);
Salário e Outras Regalias (4,59);
Conciliação entre a Vida Profissional, Pessoal e
Familiar (4,56);
Realização de um Trabalho com Significado (4,56);
Sistema de Recompensas Justo (4,56);
Possibilidade de adquirir novas competências ou
reforçar as já detidas (aprendizagem ao longo da vida) (4,54);
Oportunidade de trabalhar na área de estudo
(4,51);
Valores organizacionais (ex.: transparência,
integridade, rigor, responsabilidade) (4,48);
Possibilidade de progredir rapidamente na
carreira (4,44);
Recursos tecnológicos apropriados (4,44).
É de realçar que o estudo demonstra a existência de
interesse por parte dos jovens em integrar a Administração Pública, mas reforça
a necessidade de serem desenvolvidas ações que promovam uma maior atratividade
e competitividade no mercado de trabalho.
Consulte o estudo aqui.
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19-06-2026
IA coloca novos desafios aos profissionais de RH
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O Diretor-Geral da DGAEP, Bruno Santos, foi um dos oradores
do webinar "Novas Competências em Recursos Humanos na Era da Inteligência
Artificial", onde se analisaram os desafios e as oportunidades que a
Inteligência Artificial vem colocar aos profissionais de Recursos Humanos na
Administração Pública.
A sessão, dinamizada pela Associação Portuguesa de Gestão de
Pessoas (APG) no dia 17 de junho, contou ainda com a participação de Pedro
Rocha e Silva, Managing Director da LHH Portugal, e foi moderada por David
Xavier, responsável pela Comissão de Gestão de Pessoas no Setor Público da APG.
O debate iniciou-se com uma reflexão sobre as transformações
introduzidas pela IA na área de Recursos Humanos. Na perspetiva do
Diretor-Geral da DGAEP, a verdadeira mudança não é tecnológica, mas sim
conceptual e estratégica, considerando que o impacto destas ferramentas seria
limitado se servisse apenas para automatizar tarefas ou aumentar eficiência.
Já Pedro Rocha e Silva considera que a adoção de IA nas
organizações está a evoluir de forma pouco estruturada, defendendo que não deve
haver uma distribuição das ferramentas sem uma estratégia clara de utilização e
desenvolvimento de competências.
Voltando o debate para as implicações da IA, foi consensual
que o desafio central para os profissionais de RH passa pelo reforço da sua literacia
tecnológica e da sua capacidade analítica e de interpretação de dados, considerando
que um dos fatores diferenciadores será a humanização dos processos de decisão.
Numa altura em que a Administração Pública procura atrair
novos talentos para os seus quadros, a entrada das novas gerações no mercado de
trabalho foi outro dos temas em destaque na sessão.
Na perspetiva de Bruno Santos, atualmente os jovens só estão
disponíveis para aceitar trabalhos que revelem propósito, desenvolvimento e
autonomia, algo que, na sua opinião, poderão encontrar na AP, que agrega um
conjunto alargado de organismos cuja missão é servir o interesse público.
O Diretor-Geral da DGAEP salientou a relação natural que os
jovens têm com as novas tecnologias, considerando que a sua entrada na AP vai
permitir que as organizações públicas consigam rapidamente percecionar a
necessidade de abandonar processos administrativos mais lentos e repetitivos.
Já em tempo de perguntas e respostas, abordou-se o potencial
da IA na retenção dos jovens no mercado de trabalho em Portugal. Do ponto de
vista da Administração Pública, Bruno Santos considera que a IA pode contribuir
para esse objetivo, ao melhorar a produtividade, a qualidade do trabalho e as
infraestruturas digitais, criando organizações mais modernas.
Por sua vez, Pedro Rocha e Silva defende que, ao existirem
mais dados disponíveis, será possível antecipar situações de risco, de saídas,
de desmotivação e de perda de desempenho, fator essencial para apoiar decisões
e melhorar a experiência das pessoas trabalhadoras.

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15-06-2026
Disponibilizada versão comentada do Decreto-Lei n.º 88/2023
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Já se encontra disponível, no nosso portal, a versão comentada do Decreto-Lei n.º 88/2023, de 10 de outubro, que estabelece o regime das carreiras especiais de especialista e de técnico de sistemas e tecnologias de informação, bem como do cargo de consultor da mesma área de atuação.
Elaborado pelo Departamento de Regimes Jurídicos de Emprego da DGAEP, esta publicação resulta da relevância e especificidade destas carreiras, considerando-se útil disponibilizar um instrumento de apoio que facilite a compreensão e aplicação deste Decreto-Lei pelos serviços e pelas pessoas trabalhadoras abrangidas.
Pretende-se, desta forma, esclarecer algumas das matérias que têm gerado mais dúvidas, nomeadamente o regime de transição para as novas carreiras, o posicionamento remuneratório dos trabalhadores abrangidos, os requisitos de recrutamento e ingresso, a caracterização funcional das carreiras e do cargo de consultor.
Destinada a todas as pessoas interessadas na aplicação deste regime, esta publicação dirige-se particularmente aos recursos humanos dos serviços da Administração Pública, bem como às pessoas trabalhadoras integradas nestas carreiras especiais.
A publicação encontra-se disponível no site da DGAEP, no separador Regimes/Documentos técnicos, com acesso rápido aqui.
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03-06-2026
Radar #14 reforça aposta numa AP mais humana e digital
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Já
está disponível o radar #14, que destaca a centralidade das pessoas na
transformação da Administração Pública, tema reforçado no 14.º Congresso
Nacional da AP.
Essa
centralidade manifesta-se na necessidade de apostar no talento jovem, daí a
aproximação às universidades, e na valorização dos recursos humanos já existentes.
No
panorama europeu, sublinha-se o peso crescente da inteligência artificial, bem
como os desafios do recrutamento e da gestão estratégica de pessoas.
Entre
as novidades, o radar dá destaque a soluções como o projeto JURIS.IA e o já
implementado SRAP Digital, com vista a uma maior eficiência e transparência nos
serviços públicos.
Aceda ao radar 14 no separador Institucional, com acesso rápido aqui.
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03-06-2026
Registo de dados sobre adesão à greve geral de dia 3 de junho de 2026
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Nos termos do Despacho n.º 3876/2012-SEAP, de 12 de novembro, a DGAEP disponibiliza a
aplicação Sistema de Gestão de Greves,
para que os órgãos e serviços da administração direta e indireta do Estado,
incluindo as instituições de ensino superior, as escolas dos ensinos básico e
secundário, os estabelecimentos e serviços de saúde e as entidades públicas
empresariais, procedam ao registo dos dados de adesão à greve dos trabalhadores
ao seu serviço, independentemente do vínculo, convocada pela Confederação Geral
dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP-IN), para o dia
3 de junho de 2026.
Os serviços e entidades inscrevem a
informação referida através do preenchimento de formulário eletrónico
disponível no portal da DGAEP, em https://sgs.sioe.dgaep.gov.pt/, nos 5
dias úteis subsequentes ao da greve, ou seja, até 12 de junho, inclusive.
Após credenciação no Sistema de Gestão de Greves com o login
e a password oportunamente atribuídos para acesso, pode ser consultado um
Manual de Apoio ao registo dos dados.
Quaisquer dúvidas podem ser esclarecidas
através do endereço de e-mail greves@dgaep.gov.pt.
Solicita-se a verificação atempada
da validade dos respetivos login/password de acesso ao Sistema de
Gestão de Greves, a fim de registarem a informação dentro dos prazos
estabelecidos.
Os pedidos de alteração da credenciação
devem ser dirigidos para informatica@dgaep.gov.pt.